Sobre felicidade e vulnerabilidade

Esta semana eu recomecei o projeto 100 days of happiness. Durante as discussões no curso Exploring What Matters, que, aliás, foi o tema da primeira foto, eu me dei conta de como o projeto tinha feito diferença para mim, e resolvi retomar, com uma proposta mais ambiciosa, e criei a minha própria versão #umanodefelicidade.

Inspirada e impactada pelo TED da Brené Brown, que assistimos no curso, sobre o poder da vulnerabilidade, eu resolvi, além da foto, escrever um pouco sobre ela, me expor um pouco mais. E me surpreendi com um monte de feedbacks bacanas. Daqueles que você sente uma emoção genuína por parte da outra pessoa.

Voltando à Brené, em sua palestra ela fala sobre o medo que temos de nos expormos, do julgamento do outro. E como, com isso, a gente se esconde e se anestesia – mas que, ao fugir da vergonha e da vulnerabilidade, também bloqueamos a criatividade, a alegria e outras possibilidades.

Me identifiquei muito. A mim e aos meus medos. Comprei imediatamente um de seus livros, que estou devorando. E, com esta overdose de Brené, estou me dando conta de porque tem sido tão difícil para mim escrever com regularidade. Sou perfeccionista, sou autocrítica, e imponho para mim mesma uma cobrança opressiva de que os textos precisam ser bem estruturados. Sérios. Cheios de referências. Cada post, praticamente uma tese.

Então hoje resolvi escrever por escrever. Direto do coração para o papel. Quis contar da alegria e surpresa dos feedbacks do post. Quis registrar essas reflexões. Em princípio escrevi no meu diário – era só para ser um “desabafo”. E, lá para o segundo parágrafo decidi publicá-lo. Já que o meu objetivo aqui é, e sempre foi, registrar minhas descobertas na busca de ser mais feliz, e viver melhor e mais plenamente, faz todo sentido registrar minhas pequenas experiências pessoais.

Fazendo um brevíssimo retrospecto deste último ano (pois ainda pretendo fazer um maior), o que tem feito diferença na minha vida não são os grandes gestos, as grandes decisões. São as pequenas coisinhas. Os momentos. As mudanças mais singelas, que são as que vêm trazendo os maiores resultados. Então, se é pra dividir meu projeto aqui, nada mais pertinente do que trazer um pouco destes micro passos.

Um dos comentários da minha foto foi: “te admiro muito”. Este comentário mexeu muito comigo. Porque? Porque foi feito por alguém que me conheceu este ano, e ainda muito superficialmente. E por isso, me fez constatar que, nestes contatos superficiais de porta de escola, de breves cumprimentos e trocas de palavras, já começam a aparecer em mim, no meu discurso, na forma como eu me coloco para o mundo, alguns sinais da mudança decorrente da trajetória que eu escolhi.

Acredito que a mudança acontece de dentro para fora – principalmente no meu caso, com todo esse meu receio de me expor. Assim, percebi essa amiga capturando sinais externos desta mudança, o comentário dela foi para mim como ganhar uma medalha por etapas conquistadas.

Além do projeto #umaanodefelicidade já ter dado seu primeiro fruto, fiquei muito feliz com o resultado do meu primeiro experimento de vulnerabilidade!